É com imenso prazer que público aqui um texto de Diogo Guedes, do blog A Semente e o seu Desenvolvimento. Ele é um comentarista assíduo desse blog e tem uma visão muito boa sobre planejamento. Segue o texto na integra.”
Em Junho de 2009 tive a oportunidade de assistir no Brasil a um Seminário do Deepak Chopra, The Soul of Leadership (A Alma da Liderança), no qual ele nos falou sobre a importância de termos uma Declaração de Missão (um Objetivo de Vida).
A Declaração de Missão é mais do que uma poderosa ferramenta para atingir objetivos, é conhecer mais de si mesmo. De forma a nos propiciar entender o real motivo de estarmos aqui (que não é definitivamente acumular bens materiais). Ele comentou sobre algumas características dessa Declaração, sendo uma frase onde estejam expressas suas aspirações, visões e escolhas a respeito da vida. Essa deve ser simples e concisa. A qual até uma criança seja capaz de entendê-la, além de poder ser declarada até mesmo durante o seu sono.
Muito tempo depois eu fui refletir novamente sobre essa Declaração, isso havia ficado em segundo plano, pois, eu havia aprendido muito naquele dia e precisava de tempo para absorver tanto conhecimento (tolice da nossa mente, em achar que temos alguma limitação de tempo e quantidade para apreender algo, em um nível mais profundo tudo sabemos, estamos apenas relembrando). Como num processo inverso primeiramente eu criei minha Declaração de Missão, e depois eu comecei a observar as consequências benéficas implícitas que ela me trouxe.
À partir do momento que temos que realizar algo tão importante e profundo, temos que parar e analisar absolutamente tudo a nossa volta e em nós mesmos, os acontecimentos do passado, os sentimentos envolvidos, tudo o que está ocorrendo no presente e o mais importante, o que queremos do futuro. Ao terminar minha frase de Declaração, eu percebi muito do que estou fazendo de errado em atitudes, pensamentos, onde estou focando meu tempo, quais os pilares estão sustentando minha motivação diária, quais sentimentos eu estou escolhendo sentir…
Quando declaramos nossa missão, de certa forma assumimos um compromisso com nós mesmos, uma espécie de lembrete positivo que nos puxa para algo maior. Algo que escolhemos ser e viver que nos trará felicidade. É interessante esse processo, onde dedicamos tempo ao nosso verdadeiro Eu, e todo tempo que dedicamos em nos conhecer, melhorar e evoluir é um tempo bem aplicado.
Não importa o quão difícil ou distante estejamos da nossa Declaração de Missão, quando eu criei a minha eu fiquei envergonhado em publicar, pois, parecia algo tão nobre, tão indigno de alguém como eu desejar, tão prepotente, algo que somente pessoas iluminadas podem desejar, além do medo da responsabilidade (eu sabia que as coisas começariam a acontecer para que o desejo tomasse vida). Entretanto, eu me lembrei que tenho o direito de sonhar, desejar e ousar o que eu quiser, os erros do meu passado não podem me impedir de transformar meu presente e o meu futuro.
Minha Declaração de Missão (eu me permito mudar de idéia – risos): Ser um grande Comunicador, onde através das minhas ações, palavras, conhecimento, imaginação e amor eu toque as pessoas para trazer a tona o melhor de cada um.
Diferentemente de uma meta a ser “batida”, nossa Declaração de Missão é algo constante que evolui e flui em direção a Fonte (Deus), viver nela é felicidade incondicional. Metas são interessantes para gerar indicadores de sucesso, todavia, quando falamos do nosso Objetivo de Vida as coisas são diferentes, mais profundas, significativas, valorosas e muito mais interessantes. Tentar mensurar e quantificar sentimentos como a felicidade e amor são perda de tempo, quando tentamos fazê-lo temos implícitos nessa ação medo, insegurança, comparação, aceitação, indícios de que o Ego está agindo mais do que deveria.
Rever nossa Declaração de Missão é voltar aos eixos, pode ser um balde de água fria (quando notamos que estamos fazendo “tudo errado”), água revigorante (quando nos sentimos cansados pelo bom combate), fluxo de água (quando precisamos entender o quanto os problemas que temos atualmente são pequenos e passageiros), água fresca (quando precisamos de inspiração e força para continuar), são inúmeras as formas de aprendizado que ela pode assumir, individualizadas a cada um para se adequar ao que o momento requer.
Atualmente quando leio a minha Declaração, eu vejo que somente em alguns momentos eu sigo em direção a ela, são muitos tropeços e quedas, consequências das minhas atitudes, mas, então eu me recordo que não é o mergulho em um “mar de lama” que mata alguém asfixiado, e sim permanecer lá embaixo.
Por vezes perguntamos aos nossos corações o que fazer, qual o caminho correto? E não escutamos a resposta pela turbulência da nossa mente. Nesse momento temos nossa Declaração de Missão, que irá nos indicar qual o Caminho de Luz que devemos seguir, como transpor e apreender cada lição. Crie com amor sua Declaração de Missão, e permita que o Universo se encarregue dos detalhes e do caminho até ela.
“Quem começa uma jornada, está um passo mais próximo do destino” – Desconhecido
Diogo Guedes “
[...] De repente recebo um email de um amigo com um texto de um tal de Diogo Guedes: Amei, tudo haver com esse blog, tanto que hoje, acompanho o blog dele bem de perto. Além disso, os comentários dele nesse blog são de extrema importância e relevância. Tanto que o convidei para escrever um post para o PPDOM. Ele aceitou e escreveu: Declaração de Missão – O Significado. [...]