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Archive for the ‘Plano Para Dominar O Mundo’ Category

Lendo blog do Ricardo Jordão deparei-me com o seguinte artigo: Eu não dou conta do recado. O que eu faço?. E parei pra pensar no meu blog. Meus textos sempre incentivam as pessoas a perseguirem seus sonhos e olhando para as minhas metas, percebi que alguns objetivos são conflitantes. Pior, tem coisas que não conseguirei fazer. Mas quando é a hora de desistir? Quanto esforço desprender para atingir um objetivo? Quando é hora de parar?

O fato é que apesar de termos diversos objetivos, devemos ter prioridades e perceber o que é realmente um sonho e o que é apenas um capricho. Existem mudanças que não tem futuro/sentido e objetivos que em algumas circunstâncias se tornam quase  inalcançáveis (nada é impossível). Tudo é uma questão econômica, o bom e velho custo x benefício. Qual o preço a pagar para realizar um sonho? Abandonar a família? Deixar de realizar outros sonhos? Perder sua própria identidade? (viu Dilma LULA Rousseff, JoZÉ Serra e GERALDO Alckmin)

Quem me conhece sabe que atualmente estou fazendo cursinho para prestar Direito, coisa que desejo desde 2002, e em meus devaneios cogitei a possibilidade de tornar-me um magistrado (Juiz). Acontece que para realizar esse sonho tenho que me dedicar por, no mínimo, 8 anos MAS o meu maior objetivo é conquistar minha independência financeira antes dos 45 (em 17 anos).  Pergunta: Vale a pena me preparar 8 anos para uma carreira que posso “abandonar” pouco tempo depois? Tempo é o meu recurso mais limitado, será que eu não poderia utilizar esse tempo para fazer aulas de teatro, dança ou música?

Outro problema encontrado é quando somos bons em uma coisa e queremos outra que somos péssimos.  Mais uma vez, me usando como exemplo, sou um bom baterista, toquei muito tempo nas noites paulistanas, mas por algum motivo (carregar 100kg de equipamento, ser o primeiro a chegar e o último a sair, barulho excessivo…) resolvi que quero tocar violão, e estou tentando isso sem sucesso a mais de um ano. Não seria melhor voltar a tocar bateria e me tornar um baterista top do que insistir em ser alguém medíocre (na média) no violão?

No primeiro caso, resolvi fazer o cursinho (estou adorando relembrar dos logs, platelmintos, revoluções, Sargentos de Milícias, cossenos…) e tentar passar na USP aproveitando o que eu considero ser meu auge intelectual, garantindo assim uma vaga na faculdade que eu quero.

Sobre o violão, eu me divirto aprendendo a tocar, volta e meia alguma música sai aceitável. E cada dia estou melhor. Não sei se conseguirei superar o Billie Joe, Joe Perry ou o Slash. No dia que isso começar a atrapalhar minha vida eu penso (procrastinação).

Um sonho que tive que deixar de lado  foram minhas empresas. Como quase me casei, tive que conquistar uma vida mais estável, ao custo do meu espirito empreendedor se remoendo dentro de mim. Algum dia eu retorno a essa jornada.

Obstáculo é aquilo que vemos quando desviamos nossos olhos de nossos objetivos – Henry Ford

Mas e vocês, já abriram mão de muitas coisas? Estão insistindo em mudanças sem futuro?

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Os nossos vícios

Por que será que tendo um objetivo claro, um plano para alcançá-lo e todos os outros recursos, muitas vezes não conseguimos?

Todo fim de ano, prometemos organizar as finanças, gastar menos dinheiro, comer melhor, parar de fumar, se exercitar, visitar aqueles parentes distantes… Toda segunda começamos regime que acabará na sexta a tarde. E como várias promessas que nos fazemos, acabamos não conseguindo cumprí-las. Por que não conseguimos??

A primeira coisa que vem na cabeça é: “Simplesmente não consigo”, e eu pergunto: “Por que?”. Uma das respostas a essa pergunta é que somos mimados e não temos comprometimento com a gente.

Quantas vezes não guardamos dinheiro, porque não sobrou nada no final do mês? Quantas vezes largamos o regime porque não resistimos aquela pizza de 4 queijos borbulhando?

Nós queremos prazer e queremos agora! Não nos importamos com o longo prazo. Você quer trocar de carro, você acredita que merece isso, e pra isso entra num financiamento de 3 anos, e abre mão de ter dinheiro para investir no seu negócio.

Como solucionar isso?

Precisamos achar a causa do problema. Por que procrastinamos, ignoramos o longo prazo e somos tão imediatistas?

O ser humano age por impulso, e todos os marqueteiros e vendedores sabem disso. Eles te obrigam a tomar decisão no momento, sem pensar, eles criam uma necessidade em você que geralmente você não tem: “Compre AGORA e ganhe 30% de desconto!”, “Você ficou ÓTIMA com essa roupa, TEM que estar levando levar ela, é a ÚLTIMA peça”, “Sundae de morango acompanha?”

Pior do que ser manipulado pelos outros, é ser manipulado por você!

“Hoje trabalhei o dia todo, então não vou arrumar o quarto: Vou ver TV”;

“Finalmente fechei aquele projeto, mereço uma roupa nova”;

“É díficil chegar em casa, sabendo que o colesterol está alto, e recusar aquele Filet à Parmegiana com fritas em cima da mesa. Mas é só hoje, no almoço amanhã (dia de lasanha), eu compenso”.

“Não posso iniciar minha empresa. E SE der errado?”;

E tem também a procrastinação! “Não posso correr porque meu tênis é ruim”, “Não posso ir a academia hoje porque está muito cheia”, “Não posso trabalhar de casa porque meu computador é ruim”. Você realmente precisa do melhor tênis pra correr? A academia é cheia ou você que vai em um horário ruim? Você precisa do melhor computador do mundo para trabalhar?

Em resumo: Somos mimados, medrosos, irresponsáveis, imediatistas, descompromissados e não pensamos. Ah!!! E mentimos para nós mesmos, afinal, você não é assim 😀

Agora, como fugir desses traço da natureza humana? Como ser mais responsável, corajoso, calculista, compromissado e metódico? Como fazer acontecer?

DEIXEM suas respostas nos comentários.

Listagem de posts

  1. Identifique a raiz dos seus problemas com o método dos 6 por ques.
  2. Utilize as barreiras ao seu favor.
  3. Compromisso público.

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Mão na massa!

Agora que você já sabe o que é dominar o mundocomo será o seu velório,  e pra que serve o plano, vamos por a mão na massa.

O que são metas

Metas são estágios intermediários para atingir um objetivo, que no nosso caso seria DOMINAR O MUNDO correr atrás dos nossos sonhos. Importante lembrar que as metas devem ser tangíveis (alcançáveis), ou você vai desanimar e morrer na praia.

Exemplos:

Este ano, quero ganhar na mega-sena!

Isso não depende de você, não está em suas mãos. O máximo que você pode fazer aqui é comprar o bilhete e torcer. Portanto escolha algo como: Este ano, quero poupar 25% do dinheiro que eu ganhar e investir em algo que dê um retorno superior a inflação.

Este ano quero ficar igual ao Brad Pitt

Acorda Batoré! Metas alcançáveis, lembra? Escolha mudar de visual, ficar menos gordo mais malhado, mudar de estilo, comprar roupas mais legais… mas pra ficar menos pior do que você é igual a um sex-symbol, só nascendo de novo.

Traçando o plano

Muitos dos nossos desejos dependem apenas de nós. E são nesses pontos que devemos focar. Emagrecer, ganhar mais dinheiro, viajar, casar (talvez não com quem a gente queira hehehe), abrir o próprio negócio, passar num concurso, aprender a dançar…

Se você fez o seu obituário, já tem em mente o seu objetivo maior. Agora pare e se pergunte: “Se eu fosse perfeito, daqui 5 anos, como seria minha vida?” Quanto dinheiro quero ter no banco, aonde irei morar, trabalharei com o que,  quanto dinheiro estará investido, serei financeiramente independente, casado, com filhos, que viagens terei feito, quais objetivos profissionais, quais os objetivos pessoais (físicos e psicológicos), saberei dançar que estilos, tocarei algum instrumento… não se limite, mas não viaje. Você entendeu a idéia: Escreva tudo isso num papel ou arquivo no computador (utilizo o XMind) e guarde com o título: “Metas para os próximos 5 anos”.

Eu sugiro separar suas metas em:

  • Profissionais: trabalho, dinheiro, cursos técnicos, faculdade, certificações
  • Pessoais: viagens, cursos não técnicos (dança, música, artes, culinária), saúde, aparência, comportamento (ansiedade, ciúmes, nervoso, paciência), religião, esportes
  • Relacionamento: amigos, familiares, animais

Segunda fase

De toda essa lista que você fez, o que pode ser feito esse ano? Não exagere querendo fazer tudo, e também não deixe a lista vazia: 2/5 da lista original já está de bom tamanho. Tente balancear entre objetivos profissionais, pessoais e de relacionamento. Novamente, escreva tudo isso e guarde chamando de “Metas para este ano”.

Finalmente

Olhe as “Metas para este ano” e identifique o que pode ser feito agora? Nesse mês? Novamente seja sincero com você, não queria fazer tudo, e também não fique sem fazer nada 1/10 da lista já está bom.

Qual o segredo?

Fazer um pouquinho de cada vez, mas sempre na direção do seu objetivo. Estabeleça metas simples, precisas e mensuráveis. Se você conseguir fazer apenas uma coisa por mês, no final de 10 anos terá realizado 120 itens!

Olhe, pelo menos semanalmente (guardo a minha na carteira), para sua lista e identifique o que pode ser feito neste momento. Se comprometa com sua lista mensal, todo mês, atualize ela, corte o que já foi feito e insira novos itens. Anualmente refaça a lista anual e revise os planos dos próximos 5 anos.

“Ao estabelecer metas, você pode não alcançar tudo o que queria, mas vai descobrir que conseguiu tudo o que precisava” – Autor desconhecido

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Para que um plano?

O Plano Para Dominar O Mundo (PPDOM) é um levantamento dos seus objetivos. Apenas um mapa apontando a onde você quer chegar. É muito fácil gastarmos nosso tempo com coisas que não nos levam a lugar nenhum, ou então gastarmos recursos numa coisa que após um tempo desistimos ou esquecemos.

“Então não posso jogar bola com meus amigos e nem assistir novela?”

Lógico que pode, aliás deve! O que não pode é deixar de seguir seu sonho por essas coisas. O plano não te obriga a fazer nada, você não vai virar um robô, mas você tem que acreditar nele e tornar os seus desejos realidade!

Tempo é um recurso escasso, não deve ser desperdiçado dia após dia, semana após semana. Pense no seguinte: O que você vai dizer pro seu filho quando ele quiser ir pra faculdade e você não tiver dinheiro? “Olha filho o dinheiro pra te ajudar eu não tenho, mas sei o nome de todo o elenco de Caminho das  Indias, fui campeão do bairro no Counter Strike e você tem que ver minha casinha no The Sims!” Se você não viver, que histórias você vai contar pro seus netos? (Fui meio exagerado, mas você entendeu o que eu quis dizer)

Você tem que assistir os seus programas, beber, comer besteira, sair com os amigos, ficar sem fazer nada! Acredite, eu sei como as vezes precisamos ficar sem fazer nada. Mas o que eu quero dizer é que a vida não é só diversão, tem que ter tempo para tudo.

Nossa mente não é perfeita nem nossa memória, somos fracos, manipuláveis, e tomamos decisões por impulso. Por isso vale a pena escrevermos nossos objetivos e lutarmos para atingir eles. Somos acomodados  por natureza: Comer bem é fácil, é só trocar aquele chocolate delicioso por rúcula. Se exercitar é baba? É só deixar de ver TV por uma hora e ir correr na rua. Mas somos mimados, queremos o prazer agora, não pensamos longe (Instinto).

“Não adianta correr, se você estiver na direção errada. (Provérbio alemão)”

Ai as pessoas perguntam: Não é chato viver a sua vida amarrado a um plano? E eu respondo: Não estou amarrado a coisa nenhuma, o plano é um guia, um mapa, e, após alguns anos de gerência de projetos, eu aprendi que temos que deixar espaço para “imprevistos” (espaço para nós).

Mas será que ano que vem, eu vou querer a mesma coisa que hoje?

É importante ressaltar que o plano para dominar o mundo não é imutável. Estamos  sujeitos a interferências externas: Seus objetivos mudam, seu plano muda. Por isso, é necessária uma revisão periódica do plano.

Imagine que você está pilotando um avião que vai do Brasil até a França. No meio do caminho, descobre que não tem gasolina pra chegar lá, ou que a França entrou em guerra com os Estados Unidos e foi dizimada do mapa. Você ainda vai continuar no mesmo caminho?

Quando montei a primeira versão do plano, meu sonho era me aposentar aos 40 e dar a volta ao mundo em 60 dias (daqui que veio o nome do plano) e me tornar um empresário. Hoje, quero PODER me aposentar aos 45, fazer várias viagens pelo mundo, ter e cuidar da minha família.

O plano muda, mas como são muitos objetivos, a mudança dificilmente é desastrosa. O importante é que você está indo na direção dos seus objetivos. Um dia você chega lá!

A seguir, como traçar o plano, e ter força para executá-lo.

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Me responda uma coisa: Você é livre?

Você pode se dar ao luxo de decidir não ir trabalhar amanhã? Você pode pegar sua família e ir morar em… Istambul? Você pode correr atrás dos seus sonhos? Você pode ser músico, palestrante ou atleta? Daqui um ano, você tem certeza absoluta que poderá passar 30 dias de férias na Austrália? Esse mês, você conseguirá chegar no horário em casa todos os dias para aproveitar o que realmente importa? (Você).

Não estou perguntando se você QUER fazer essas coisas ou se é o melhor a ser feito, estou questionando se você PODE fazer essas escolhas. Se respondeu “sim” a maioria dessas perguntas, você tem muita sorte e é, pelo menos relativamente, livre.

Estamos aprisionados nessa vida moderna, TEMOS que ir trabalhar, TEMOS obrigações, TEMOS contas pra pagar, TEMOS que nos atualizar, as pessoas TEM que fazer tantas coisas que não conseguem cuidar de si mesmas. Elas são obrigadas a viver assim, e quase nunca percebem. O mundo domina elas, elas estão presas nesse ciclo.

Dominar o mundo é ser livre, é conseguir sair dessa armadilha, é gastar seu tempo com você, controlar o seu destino, é viver para fazer o que gosta, é ter segurança, é estar confortável consigo mesmo.

O mundo é, no mínimo,  injusto. Enquanto somos novos, e queremos nos divertir, cuidar da família, viajar, temos que “ganhar a vida”. Quando envelhecemos, nossos filhos estão adultos,  os amigos distantes e aquele pique não existe mais, dizem que estamos livre para aproveitar a vida. (Nada contra a terceira idade, mas eu quero que a minha “terceira idade” chegue mais cedo)

“Mas eu posso viajar nas férias e eu chego em casa no horário.”

Você chega em casa no horário? A maioria das pessoas que realmente quer subir na carreira, fazer o empreendimento dar certo ou pelo menos manter o ganha pão com mais certeza, não consegue.

Quando você estiver 60 anos, o mercado vai ter espaço pra você?

Você vai viajar nas férias e tem certeza que terá um emprego quando voltar? Seu emprego está seguro pelos próximos 36 meses, ou você pode ficar 36 meses sem ganhar dinheiro e mantendo seu padrão de vida? Quanto tempo você consegue manter seu padrão de vida, sem trabalhar?

O conceito de riqueza, para mim (e para Robert Kiyosaki: Pai Rico, Pai Pobre), é ligado a quanto tempo eu posso manter meu padrão de vida sem trabalhar, quanto tempo eu posso fazer o que eu quero, ao invés do que os outros querem? Mesmo que o que você queira seja montar o seu negócio, dar palestras, dar aula… Quanto tempo você pode passar correndo atrás do seu sonho, ao invés de correr atrás do sonho dos outros?

Dominar o mundo é mais do que ser financeiramente independente, é poder gastar o seu tempo da maneira que VOCÊ quiser. É ter o direito de escolher e é óbvio que não depender do dinheiro, ou de qualquer outra coisa,  ajuda. Mas o objetivo final, é ser feliz e realizado.

Em breve: RESPOSTAS

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Meu obituário

Enfim minha vida chega ao fim e graças a Deus, tive uma morte rápida, inesperada e indolor: Não queria ser um fardo para minha família. Sempre vivi plena e intensamente e não suportaria o fato de definhar, deixar a luz ir se apagando aos poucos. Pra quem me conheceu, sempre se lembrará de mim nos meus melhores dias e eu não podia desejar mais nada.

Estou morto já a algumas horas e algumas pessoas importantes para mim compareceram a esse evento. Meu caixão encontra-se no meio de uma sala branca, com várias flores que exalam um cheiro muito melhor do que o meu nesse momento.

Num canto da sala, estão meus pais, minha mãe chorando muito e meu pai, querendo ser o homem forte e duro que ele sempre demonstrou ser (mas que no fundo tem um coração imenso e mole): Para fugir das lágrimas ele tenta sorrir, característica que herdei dele e que em alguns momentos é irritante inconveniente. Meu pai consola minha mãe, ele diz que a missão deles foi cumprida com muito sucesso: “O Aron foi um homem honesto, digno, respeitável e batalhador. Sempre conseguiu tudo que quis, se preocupou com a família e nos trouxe grande alegria em toda nossa vida.”. Minha mãe sente minha falta. Sempre fui mais próximo dela, apesar de admirar mais o meu pai.

A primeira frase da minha irmã foi: “Como ele está pálido! Que roupa horrível é essa que ele está usando?”. Ela sempre me criticou muito, mas é porque queria meu bem. Sempre gostei de pessoas sinceras que não se importam muito com os sentimentos dos outros, elas não tem medo de te dizer a verdade. Eu tentei ser um pouco assim, mas dosando com um pouco de tato. Críticas feitas, ela me agradeceu por ter sido um ótimo tio pro Jorge e Matheus (não é dupla sertaneja, é o nome deles mesmo), ter sido um exemplo para eles e se desculpou pelo monte de inconvenientes que ela causou (só depois de morto mesmo pra isso acontecer).

Próximo de mim, está o Marco, estudou comigo desde a sexta série, guitarrista de minha ex-banda e companheiro nos piores momentos da minha vida. Ele está muito abalado, já que é meu irmão (não de sangue). Pensa ter me deixado na mão em alguns momentos, pensa que falhou, mas sempre que eu precisei, ele esteve lá. Ele toma ar, chama a atenção de todos, faz uma pausa  inicia um discurso. Marcão é muito emotivo, sempre foi meio panda. Espero que esse discurso não seja tão longo quanto os emails melosos e dramáticos que ele costumava enviar.

– O Aron foi um cara muito especial, o irmão que eu não tive, e posso dizer que ele foi um cara que sempre teve tudo o que ele quis. Não que ele fosse mimado, mas ele era muito perseverante e teimoso obstinado. Se ele queria uma coisa, lutava até conseguí-la sem nunca passar por cima de ninguém. Não existiam problemas pra ele, ele sempre enxergava tudo de maneira positiva, sempre havia uma esperança. Era um cara metódico, que procurava planejar tudo o que ia fazer, para não errar… bla, bla, bla.

O discurso foi longo, como o previsto, gostei do que ouvi, o Thiago (Peruca), que foi meu outro irmão, companheiro de aventuras, colega de time, baixista da banda, etc,  foi conversar com o Marco. O Peruca sempre foi meio esquentado, mas eu admirava essa qualidade dele, pois isso o tornava uma pessoa muito transparente. Prestei atenção na conversa e ouvi o Peruca dizendo ao Marco que minha vida estava completa. Eu dominei o mundo: Cruzei os Estados Unidos de Nova York a Los Angeles, fiz um mochilão pela Europa, um Safari pela Africa, vi o Egito e a Russia, peguei onda na Austrália, mergulhei no Caribe, pratiquei muitos esportes, fiz muitas aventuras, toquei, gritei, tentei, corri, chorei, ri, menti, sonhei, quebrei a cara, me levantei, me queimei, sofri, amei e todo resto que eu queria. Que bom que eu fui assim, que bom que a rotina não me consumiu e que eu tentei fazer muitas coisas (Só acerta quem tenta).

O Rick (não o Richarlysson do SP, mas o Henrique do Sentido Obrigatório) também estava presente. O panda dos pandas estava sendo sem noção, porque aparentemente ele perdeu a noção após meu falecimento. Bom garoto, me espelhei muito nele para poder dominar o mundo. Esse foi um cara que viveu. Foi pro Canadá, mochilão pra Europa com o Peruca, várias namoradas (fez muita merda também), coragem de largar tudo e ir trabalhar em Curitiba. Meu orgulho. Ele é um dos meus irmãos não de sangue mas que infelizmente, devido as nossas divergências quanto ao fim do Sentido Obrigatório e sua mudança para Curitiba, acabou ficando mais distante de mim. Certa vez (no dia do término da banda) ele disse que eu seria um ótimo sócio para abrir uma empresa, mas que como parceiro de banda estava deixando a desejar. Extraindo o que interessa da frase, gostei da possibilidade de ser um ótimo parceiro de negócios. Ele comentava com sua vigésima quarta esposa que o mundo havia perdido uma pessoa boa, que se importava com os outros e que realmente conseguiu o que queria.

Mas o que eu queria? É pra isso que estou aqui.

Minha esposa, muito abatida, e meus filhos estão sendo consolados pelos meus familiares. Ela se aproxima de meu corpo e sussurra em meu ouvido que adorou o tempo que passamos juntos. O carinho e compreensão que eu tinha com ela, as noites de amor e sexo, o cuidado com nossos filhos, a preocupação com as nossas famílias, as viagens pelo mundo, a conquista de nosso primeiro milhão… Mas o que me deixou mais abalado foi a frase: Não podia ter tido marido melhor.

Meu filho, que nunca me compreendia, pensava numa maneira de dizer que eu estava certo (Eu sempre estou 😀 ). Ele gostava do fato de eu sempre estar ao lado dele, ouvindo, e as vezes fingindo não entender ou não ser seu pai, para que ele pudesse viver e ter experiências de vida (boas e ruins) e assim crescer. Agora ele é um homem, com três filhos e uma esposa que eu amo.

Eu nunca vou conseguir explicar como cuidei de minha filha. O medo de que ela não tivesse bons princípios, ou que se relacionasse com maus partidos sempre existiu dentro de mim. Passei muito tempo com ela, tentando mostrar bons valores, mas não sei quanto é minha participação sobre ela ter se tornado uma mulher linda, respeitável, inteligente e educada. Ver ela saindo com os namorados, se achando gorda/magra, chorando por amor, casando, grávida, mãe… pra mim, sempre foi incompreensível. Ela será sempre meu bebezinho. Para o pai, cuidar de filhas sempre é mais complicado, porque a gente não sabe como funciona o mundo delas E sabe como funciona o nosso.

Meu filhos sempre foram educados segundo os princípios do plano para dominar o mundo. E modéstia a parte, fiz um bom trabalho. A parte mais difícil sempre foi saber quando eu deveria ser pai e educar, e quando eu deveria ser apenas amigo e ouvir.

As vezes penso que era apenas isso o que eu queria. Ser O PAI. Falar de meus filhos me faz sentir tão realizado. Acredito que só pude ser tão feliz, porque soube o tempo correto de fazer as coisas, comecei meio tarde, cometi alguns erros, mas fui criança, adolescente, jovem, adulto e finalmente velho, mas tudo ao seu tempo. Nunca tentei ser mais rico, mais jovem ou mais velho do que eu era ou ser alguém diferente de mim. Sim eu tinha metas de melhorar, mas sempre quis ser um EU melhor.

Ah, meus funcionários… São meus amigos, conheço todos pelo nome mas… O que eles estão fazendo aqui? Quem está cuidando da “lujinha”?! hehehe. Fiz o possível para ser um bom líder. Trabalhei no desenvolvimento profissional deles, criei ambientes de trabalho inovadores e mais do que tudo, eu os respeitei. O resultado disso, uma homenagem deles. Não há dinheiro no mundo que pague isso. Sempre sonhei ser empresário, e agora, espero que meus herdeiros consigam manter o emprego dessas pessoas. Mas como fiz um bom trabalho como líder, sei que eles vão se dar bem.

Apesar do PPDOM ser baseado na idéia de eu ser um empreendedor e um investidor, para atingir essa meta, tive que arranjar um emprego. Essa história de que empreendedor só precisa de uma idéia, dinheiro é desnecessário, para mim, é furada. Uma empresa não pode começar sua vida já com dívidas. Voltando a falar sobre trabalho, dei sorte de conseguir um emprego que permitiu ganhar dinheiro suficiente para por meus planos em prática e permitiu que eu curtisse minha família e viajasse muito mais do que se eu fosse um empresário em tempo integral.

Acho que deixo essa vida com um saldo positivo. Eu vivi, amei, e morri com todas as forças que tinha para isso.


É ai que eu quero chegar! E atualmente estou batalhando pra isso. Vim ao mundo pra fazer a diferença. E você?

PS1: Espero morrer após algumas pessoas acima descritas, mas a opinião deles é importante em minhas memórias póstumas.

PS2: Este post ficou “um pouco” maior do que eu esperava. Mas prometo ser mais sucinto nos próximos. E não me venham encher o saco se o seu nome não foi citado ou se não gostou da descrição dada. 😀

PS3: O texto acima é meu obituário atual e é bem diferente do que eu fiz em 2007.

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Como será o seu velório?

Para iniciar esse blog, quero lançar uma pergunta que todos deveriam se fazer antes de tomar qualquer decisão na vida.

COMO SERÁ O SEU VELÓRIO?

Qual a imagem que você vai deixar? O que quer que as pessoas pensem de você? Aonde você quer chegar? Quem estará presente? Que lugares você conheceu? Teve filhos? Foi empresário, político, jogador de futebol, bandido ou garimpeiro? Ganhou algum prêmio? Quem será você no dia de sua morte?

Segundo o livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, você precisa imaginar esse momento fúnebre, visualizar as pessoas, “ouvir” as conversas, sentir as emoções para poder estabelecer qual é o real objetivo de sua vida.

É muito estranho, mas o seu velório representa o último dia de sua existência: De hoje até lá, você pode mudar tudo, depois desse acontecimento, o que está feito, está feito e o que não está feito, nunca será.

A resposta dessa pergunta representa o seu objetivo de vida, e após estabelecê-lo, cabe a você traçar um plano para chegar lá.

Em breve, postarei o “meu obituário“.

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